Tipos de manta asfáltica

Roberto Massaru Watanabe
Roberto Massaru Watanabe
Roberto é engenheiro civil formado pela USP e especialista em patologias das edificações.

Segundo a norma brasileira NBR-9952 – Manta Asfáltica para Impermeabilização (ABNT), as mantas são classificadas segundo sua resistência à tração em tipos I, II, III e IV, e segundo as temperaturas a que serão submetidas em tipos A, B e C.

Veja as características técnicas de cada um dos tipos de manta asfáltica:

CaracterísticaTipo ITipo IITipo IIITipo IV
Espessura mínima3 mm3 mm3 mm4 mm
Resistência mínima à tração80 N180 N400 N550 N
Resistência mínima ao alongamento2%2%30%35%
Flexibilidade à baixa temperatura – Tipo A-10°C-10°C-10°C-10°C
Flexibilidade à baixa temperatura – Tipo B-5°C-5°C-5°C-5°C
Flexibilidade à baixa temperatura – Tipo C0°C0°C0°C0°C
Estanqueidade mínima5 mca10 mca15 mca20 mca

Resistência à tração e alongamento

A resistência à tração é a principal propriedade da manta. Uma manta adequada ao local onde será utilizada deve resistir às solicitações produzidas pelo substrato (laje ou parede). Todo material sofre algum tipo de movimentação e, quanto maior for a área do substrato, maior serão as solicitações.

Dessa forma, em um banheiro pequeno, por exemplo, o tipo I, com resistência à tração de 80 Newtons, é o mais adequado (e também o mais barato).

No caso de um compartimento maior, como uma cozinha com copa, deve-se escolher o tipo II.

Agora, se a laje é uma laje de cobertura exposta ao sol, isto é, está sujeita à variação de temperatura diária (quente durante o dia e mais frio durante à noite), então devemos considerar o alongamento. Não havendo tráfego de veículos pelo local, podemos escolher a manta tipo III (alongamento de 30%). No entanto, se houver tráfego de veículos, escolhemos a manta tipo IV (alongamento de 35% e resistência à tração de 550 Newtons).

Flexibilidade à baixa temperatura

A flexibilidade à baixa temperatura deve ser levada em consideração em locais em que a temperatura ambiente atinge valores próximos de zero. É o caso da cidade de São Joaquim, no estado de Santa Catarina, onde o acúmulo de neve sobre a laje pode produzir temperaturas de até -6 graus Celsius. Para essas situações, deve-se utilizar a manta tipo IV-A.

No entanto, não é preciso que a temperatura ambiente esfrie tanto para que a laje atinja temperaturas próximas ao zero. Mesmo em cidades quentes, a laje pode ter sua temperatura drasticamente reduzida quando há chuva de granizo.

Estanqueidade

No caso de estruturas que abrigam água, como caixas d’água, piscinas, canais de adução, canais de irrigação, açudes e tanques de criação de peixe, a resistência à pressão hidrostática passa a ser relevante. A manta pode romper caso não suporte as pressões a que é submetida. A norma chama essa propriedade de estanqueidade e utiliza a unidade metros de coluna de água (mca).

Para impermeabilizar um tanque de criação de peixes, por exemplo, com no máximo 5 metros de profundidade, escolheríamos a manta tipo I (estanqueidade de 5 mca). Se a profundidade for de 6 metros, então teríamos de escolher a manta tipo II (estanqueidade de 10 mca).

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